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Terceira mais antiga da Europa, a Universidade de Coimbra é uma referência incontornável no panorama do ensino superior e da investigação em Portugal, pela qualidade reconhecida do ensino ministrado nas suas oito Faculdades e pelos avanços que tem permitido à investigação pura e aplicada, em várias áreas do conhecimento, em Portugal e no mundo.


Fundação

Univ coimbra

Universidade de Coimbra - actualidade

A Universidade de Coimbra nasceu durante o século XIII, em 1290. A 12 de Novembro de 1288, vários eclesiásticos do reino dirigiram uma petição ao Papa Nicolau IV, assinada pelos abades dos Mosteiros de Alcobaça, Santa Cruz de Coimbra e S. Vicente de Lisboa e pelos superiores de 24 igrejas do reino. Este documento solicitava a criação de um Estudo Geral. D. Dinis fudou, a 1 de Março de 1290, em Lisboa, Universidade Portuguesa, confirmado pela bula De statu regni Portugaliae do Papa Nicolau IV, datada de 9 de Agosto, com as Faculdades de Artes, Direito Canónico, Direito Civil e Medicina.


História da Universidade

Durante toda a Idade Média os estudos universitários oscilaram entre Coimbra e a capital. A Universidade, inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa, foi transferida, em 1308, para o Paço Real de Alcáçova em Coimbra por autorização do Papa Clemente V. Regressou a Lisboa em 1338 e a Coimbra em 1354, voltou a Lisboa em 1377 e foi definitivamente instalada em Coimbra em 1537 por ordem de D. João III. A Universidade recebeu os seus primeiros Estatutos com o nome Charta magna privilegiorum, por volta de 1309. A criação de um novo Estudo Geral em Coimbra não tardou, tendo este sido decretado pelo regente do reino, D. Pedro, duque de Coimbra , em 1433.

A transferência para o velho Paço Real e a reforma dos estudos foi a decisão que mais beneficiou Coimbra, no entanto, o grande momento iniciador e precursor da criação dos Estudos Gerais foi o empenho que D. João III manifestou em reformar os estudos no Mosteiro de Santa Cruz, trabalho esse confiado a Fr. Brás de Barros. Pensa-se que D. João III já tinha em mente a mudança da Universidade de Coimbra, após um possível conflito entre o monarca e a Universidade de Lisboa, por esta não o ter eleito seu protector aquando da sua subida ao trono em 19 de Dezembro de 1521. A colocação dos estudos na Universidade de Coimbra veio trazer mais dinamismo à cidade, na medida em que possibilitou a vinda de mestres portugueses formados em Salamanca, Paris e Alcalá de Henares, iniciando-se assim, um período de apogeu da cultura portuguesa mais de acordo com os cânones do Renascimento. No sentido da aproximação com o ensino das melhores universidades europeias, D. João III levou a Universidade a grandes alterações, tendo sido exonerados muitos professores e transferidos para Coimbra apenas os que o rei tinha como competentes.

Já no reinado de D. Manuel I, em 1503, Universidade recebeu os seus terceiros estatutos, desta vez com considerações sobre o reitor, disciplinas, salários dos mestres, provas académicas e cerimónia do acto solene de doutoramento. Foi a partir deste reinado que todos os Reis de Portugal passaram a receber o título de Protectores, podendo nomear professores e emitir estatutos.

A 25 de Fevereiro de 1581, D. Filipe II declarou-se protector da Universidade e em 1597 adquiriu o Paço de Alcáçova por 30 mil cruzados, o qual passou imediatamente a designar-se Paço das Escolas. Os jesuítas e a escolástica desde logo contribuiram para a decadência da Universidade que entrou em agonia lenta. O ensino das disciplinas reflectia essa agonia pela impermeabilidade com que o progresso das ciências na Europa era depurado e ocultado.

A reforma da Universidade de Coimbra empreendida por Marquês de Pombal foi o culminar da sua acção governativa dedicada à revalorização do ensino no País a partir de 1759. Toda a estrutura da Universidade sofreu uma modificação e com ela surgiram discriminadas as Faculdades de Teologia, Direito Canónico, Direito Civil, Medicina, Matemática e Filosofia. Da reforma do ensino preconizada por estes estatutos resultou a necessidade de novos estabelecimentos científicos, o que, por seu turno, levou à construção de novos edifícios destinados ao Laboratório de Química, ao Observatório Astronómico e à Imprensa da Universidade e instalação do núcleo inicial do Jardim Botânico. Iniciou-se assim, uma nova forma de ensinar e experimentar.

Reconhecimento

Só a partir de 1911, com o início da República, se vieram a criar as Universidades de Lisboa e do Porto. Durante séculos, a Universidade de Coimbra ocupou um lugar central na vida pública e privada portuguesa. Os momentos altos e baixos que o país atravessou, os períodos áureos e as épocas de crise, reflectiram-se em muito não só na Universidade, como também na cidade que lhe deu corpo. Aos grandes períodos de abertura de espírito, progresso científico e intercâmbio de professores e escolares, artistas e mestres de obras, deveu-se o espírito universalista, apanágio da tradição universitária de Coimbra.


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