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Sir Joseph Banks

Sir Joseph Banks foi um naturalista e botânico inglês. Nasceu em Londres, Inglaterra a 13 de Fevereiro de 1743 e faleceu a 19 de Junho de 1820 em Isleworth, Inglaterra.

Vida

Descendente de uma família abastada, Banks foi o único filho de William Banks de Revesby Abbey, Lincolnshire. Casou com Sarah, a filha mais velha de William Bate de Derbyshire.

Os primeiros anos de vida de Banks foram passados em Revesby Abbey. Em 1752 entrou em Harrow School, sendo transferido em 1756 para Eton. Com quinze anos, ainda em Eton, Banks apercebeu-se que os seus interesses e o seu objectivo de vida eram o estudo da botânica.

Em 1760 Banks passou a integrar o Christ Church em Oxford. Apesar de não apreciar o currículo clássico, permitiu-lhe iniciar formalmente o estudo em botânica. O professor de botânica de Oxford, Humphrey Sibthorp sugeriu que Banks se tornasse professor de botânica em Cambridge e encontrou-lhe um instructor – Israel Lyons. Lyons foi então para Oxford dar instrução a Banks e a outros interessados e foi a fonte de apoio para muitos projectos científicos de Banks durante a sua vida.

O pai de Banks faleceu em 1761 e em 1764, quando atingiu a maioridade, Joseph obteve a sua parte da herança. Não foi a sua riqueza que o tornou um homem proeminente, mas sim a sua visão e interesses que puderam ser aumentados devido aos seus rendimentos. Era um homem modesto, referindo-se a si mesmo não como botânico, mas como coleccionador de plantas. A sua reputação não se baseou nas suas qualidades científicas, nem mesmo na sua capacidade de organizar e administrar trabalhos científicos.

Banks acaba por deixar Oxford e vai para Londres. Em 1766 inicia uma série de viagens onde pretendia adquirir novas espécies botânicas.

A sua primeira viagem teve a duração de Abril a Novembro de 1766, levando-o a Labrador e Terra Nova. Coleccionou espécimens que marcam o início do famoso Herbário de Banks. Neste mesmo ano foi eleito membro da Royal Society of London.

Em 1768 os governos europeus, em cooperação com academias científicas, planearam observações do trânsito de Vénus que viriam a acontecer em 1769. O governo inglês enviou uma expedição ao sul do Oceano Pacífico e a Marinha Inglesa juntamente com a Royal Society planearam a expedição. Banks teve permissão para viajar como naturalista, participando, assim, na primeira viagem do capitão James Cook no Endeavour. A acompanhá-lo foram oito homens, artistas e naturalistas, entre eles o melhor pupilo de Lineu, o sueco Daniel Carl Solander, com quem travou uma grande amizade.

Desde o início da viagem, Banks e Cook simpatizaram. Cook era o navegador e Banks o coleccionador de plantas. Após cumpridos os objectivos astronómicos da viagem, Cook rumou à Nova Zelândia e à Austrália onde foi possível reunir uma quantidade de espécimens botânicos e zoológicos importante. Durante a viagem Banks interessou-se bastante não só pela botânica, como também pela língua e costumes locais, constituindo um estímulo intelectual para ele.

Quando regressaram, em 1771, Banks e Cook foram aclamados heróis.

Banks criou um jornal acerca dos três anos passados na viagem e, apesar de não ser um homem de letras e ter hesitado quanto à sua publicação, pretendia publicá-lo com ilustrações. A morte do seu associado – Solander – em 1782 atrasou a publicação, que acabou por acontecer mais de cem anos depois, em 1962.

Em 1772 Banks fez a sua última viagem, uma breve visita à Islândia.

O seu herbário e biblioteca foram doados a Robert Brown – botânico que estava sob a sua custódia. O desejo de Banks era que, após a morte de Brown, o seu legado fosse deixado ao British Museum, a não ser que Brown decidisse colocar a colecção no museu ainda durante a sua vida. Foi isto que aconteceu e hoje em dia a colecção encontra-se no British Museum.

Banks não foi reconhecido nos campos em que era mais competente e tinha maior interesse, até algumas gerações após a sua morte. Até lá, o seu nome e reputação eram associados à Royal Society of London, para a qual foi eleito presidente aos trinta e cinco anos, em 1778, função que ocupou até à data da sua morte, em 1820. A presidência da Royal Society foi, segundo ele, a maior honra que lhe foi prestada em vida.

No início da presidência, Banks foi criticado por manter os seus favoritos na Sociedade, por ser rigoroso na selecção de novos membros e por não possuir uma propensão matemática adequada. Apenas esta última era verdade. Banks não era inovador e não tentou ajustar a falta de equilíbrio que existia entre cientistas profissionais e amadores, existente na Sociedade.

Em 1777, a sua casa em Soho Square tornou-se o centro de operações não oficial dos cientistas em Londres. As recepções semanais, as festas que fazia para convidados notáveis, bem como a acesso da sua grande biblioteca aos estudantes, contribuiram bastante para a reputação da Sociedade, tornando-a mais conhecida, tanto em Inglaterra como no exterior.

Banks foi um dos fundadores da Linnean Society, participando na fundação da Royal Institution e mostrando um interesse activo nos trabalhos da Board of Longitude.

Foi ordenado baronete em 1781, cavaleiro da ordem de Bath em 1795 e membro do Privy Council em 1797. Recebeu um grau honorífico aquando do seu regresso da viagem aos mares do sul, pela Universidade de Oxford.

Em 1771 foi apresentado ao rei George III e travou com ele uma amizade quase imediata que foi crescendo com o interesse comum de ambos pela horticultura e agricultura. Persuadiu o rei a transformar os jardins de Kew num centro de pesquisa botânica – Royal Botanic Gardens, Kew – para onde eram levadas inúmeras espécies de plantas de todo o mundo.

A amizade com o rei foi, indubitavelmente, crucial para a eleição de Banks como presidente da Royal Society, uma vez que o rei estava desapontado com o antecessor de Banks na Sociedade, Sir John Pringle.

O interesse de Banks nos mares do sul continuou, mesmo depois de ter voltado da viagem no Endeavour, procurando sempre obter novos espécimens botânicos provenientes desses locais.

Tanto Cook como Banks tinham ficado impressionados com a costa este da Austrália, considerando-a um local apropriado para a colonização europeia. O declínio das colónias na América fizeram com que fosse necessário um destino urgente e em 1786 os planos formais foram executados. Durante a colonização, os vários governadores tiveram alguns problemas e não só enviavam despachos oficiais para Londres, como também escreviam cartas a Banks a pedir conselhos.

Uma das maiores contribuições de Banks para o mundo científico foi o seu interesse em manter contacto com a comunidade científica internacional, nomeadamente com os franceses Lalande, Du Pont de Nemours, Delambre e Cuvier, bem como com o sueco Lineu.

As suas únicas obras científicas são poucas e sem relevância, e ele seria o primeiro a admiti-lo.

Até à sua morte, Banks manteve um interesse na ciência e na busca de conhecimento científico.

Bibliografia

  • GILLISPIE, Charles Coulston, et al, Dictionary of Scientific Biography, vol. 1&2, pp 433-437, Charles Sacribner's Sons, New York, 1981.

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