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Gravura de Guilherme de Conches (PD-Old)

Guilherme de Conches (N. 1090 – Ob. depois de 1154) foi um dos famosos mestres filósofos das escolas do norte de França durante a primeira metade do século XII. Foi referido por vários dos seus seguidores como o gramático mais talentoso depois de Bernard de Chartres.


Vida

Guilherme de Conches nasceu em Conches, cidade da Normandia (região costeira Francesa a sul do canal da Mancha) cerca do ano de 1090, estudou na escola catedral de Chartres, onde depois também passou a lecionar. Começando a sua actividade de ensino cerca do ano 1120, tornou-se tutor de Henrique II. Guilherme dedicou muito do seu tempo ao estudo da cosmologia e filosofia. Tendo sido um estudante de Chartres, Conches é definido pelo Humanismo, com tendência para o Platonismo e um gosto pelas ciências naturais.

Seguindo a linha platónica agostiniana que sempre caracterizou a escola de Chartres, defendeu o realismo dos universais. Identificou o Espírito Santo cristão com a Alma do Mundo, sendo um conceito da filosofia neoplatónica. Foi também um erudito em ciências naturais, havendo professado o atomismo.

Foi um dos primeiros filósofos cristãos medievais a tomar partido do conhecimento físico e fisiológico Islâmico, conhecimento esse a que na época houve acesso muito devido ao trabalho de Constantino o Africano.

Guilherme de Conches ficou conhecido não só como gramático mas como físico, um termo que no seu tempo se referia tanto ao físico como o denominamos hoje, como ao físico enquanto médico.

Obra

Todos os seus trabalhos possuíram um carácter enciclopédico, sendo os mais conhecidos e badalados De Philosophia mundi e Dragmaticon. Tratam-se de tratados sistemáticos onde são discutidas e assentes ideias sobre sistematização de conceitos ligados às ciências e particularmente à saúde.

Guilherme escreveu ainda variados comentários, estilo a que o próprio chamaria de Glosae. Estes textos, comparativamente aos outros trabalhos do autor, nunca chegaram à ribalta, porém, cada vez mais é patente o interesse pelos mesmos.

De Philosofia Mundi é de facto o contributo mais sonante de toda a obra de Guilherme, sendo que esta obra se encontra dividida em quatro livros que contemplam temas como física, meteorologia, medicina, astronomia e geografia. Guilherme explica o Mundo como uma composição dos 4 elementos. Elementos esses que são identificáveis com os quatro elementos tradicionais (fogo, água, terra, ar), mas não são perceptíveis da mesma forma, uma vez que não se demonstram nem simples nem de quantidade reduzida.


Outras obras por si produzidas:

  • Doutrina sobre a moral dos filósofos (Moralium dogma philosophorum)
  • Comentário a Consolação de Filosofia de Boécio



Bibliografia

  • www.pims.ca/research/images/conches.jpg
  • Janoti, Aldo. (1999). Origens da Universidade.Edições Universidade de São Paulo, São Paulo
  • Glick, Thomas; Livesey, Steven. (2002). Medieval Science, Technology and Medicine. Routledge, Oxford-UK
  • William of Conches: A Dialogue on Natural Philosophy (Dragmaticon Philosophiae) (Notre Dame Texts in Medieval Culture, V. 2)

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