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Antoine François de Fourcroy (n. 15 de Junho de 1755 – m. 16 de Dezembro de 1809, Paris). Era conhecido como em famoso químico francês.

Vida Familiar

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Antoine François de Fourcroy (1755 - 1809)

Fourcroy, filho de Jean Michel de Fourcroy, um boticário, e Jeanne Laugier, deixou o Colege d'Harcourt em Paris com quinze anos de idade, tornando-se escriturário no gabinete do chancellory. O anatomista Vicq d'Azyr, convenceu o pai de Fourcoy a deixá-lo estudar na Faculdade de Medicina de Paris. Foi auxiliado financeiramente por membros da Société Royale de Médecine, graduando-se como médico em 1780. Fourcroy foi casado com Anne Claude Bettinger em 1780, com quem teve um filho, um oficial do exército que morreu em 1813, e uma filha. Esse casamento terminou em 1799, e em 1800 casou-se com Adelaide Flore Belleville, a viúva de Charles De Wailly, um conhecido arquitecto. Não tendo filhos do segundo casamento.

Vida Profissional

Foucroy apresentou grande capacidade para a química tendo aulas no laboratório de J.B.M. Bucuquet. A partir da morte de Bucquet em 1780 deu um curso de setenta palestras no seu laboratório, sendo publicadas. Em todas as suas palestras enfatizou as relações entre a química e a história natural e a sua aplicação à medicina. Além disso, ele fez uma pesquisa sobre a anatomia dos músculos, mas decidiu concentrar-se apenas na química. Em 1783 recebeu a sua primeira nomeação como professor de química na École Vétérinaire Royale, em Alfort, perto de Paris, e em 1784 foi escolhido para suceder P.J. Macquer (1718-1784) como professor de química na faculdade do Jardin du Roi. Fourcroy enquanto estudante participou nos trabalhos da Société Royale de Médecine, contudo logo que se graduou foi eleito como membro, sendo o seu talento reconhecido ainda em l785 pela sua eleição à Académie Royale des Sciences. Aqui ele esteve em contacto com A.L. Lavoisier, onde adoptou em 1786 a teoria anti-flogistico. Em 1787 Fourcroy colaborou com Lavoisier, L.B. Guyton de Morveau, e C.L. Berthollet na revisão da nomenclatura química. Foi um professor que sempre tentou organizar os princípios fundamentais da química numa forma sistemática. Fourcroy também contribuiu para o avanço da nova química como um dos editores dos Annales de chimie, a revista fundada em 1789 por Lavoisier e seus colegas, mas ele era mais activo na sua própria edição La médecine éclairée par les sciences physiques, destinada para os médicos. Em 1782 publicou uma análise qualitativa das águas minerais por meio de reagentes, um método que estava a substituir a antiga análise por evaporação à secura. Ele considerou que muitos dos reagentes recomendados em 1778 por T. Bergman eram desnecessários. Além disso, Fourcroy reparou que amoníaco nem sempre precipita completamente o magnésio da água mineral. Isto levou-o em 1790 a investigar as reacções entre sais de amónia e de magnésio. O interesse de Fourcroy na aplicação da química para a medicina levou-o a estudar vários sólidos e fluidos do corpo humano e animal e em 1785 descobriu que tanto a fibra muscular dos humanos como dos animais continha uma substância quimicamente semelhante a materiais fibrosos. C.W. Scheele e Berthollet tinham encontrado nitrogénio em matéria animal e, em 1788 Fourcroy mostrou que havia uma maior proporção de nitrogénio na fibra muscular do que em qualquer outra parte do corpo, e que a percentagem de azoto contido nessas fibras era o mesmo para os animais carnívoros e herbívoros.
Brasão de Fourcroy.png

Brasão de Fourcroy

Em 1790 Fourcroy deu o seu primeiro curso de química animal na Lycée. Tento sido assistido pelo N.L. Vauquelin, que colaborou em grande parte na sua investigação, contudo ele interrompeu as suas actividades científicas pela sua entrada na política. Como a maioria dos cientistas franceses, Fourcroy apoiou os movimentos que levaram à Revolução Francesa. Foi um dos cerca de 400 representantes do Terceiro Estado, em Paris, que se reuniu em Abril e Maio de 1789 para eleger os deputados. Tornou-se membro da assembleia eleitoral de Paris, mas ele não tinha qualquer ambição política, desejando apenas servir o seu país, prosseguindo o seu trabalho científico, afirmando isto claramente em 10 de Setembro de 1792, quando escreveu para o governo diminuir a posição de régisseur et des poudres salpêtres (uma posição administrativa em causa com o fabrico da pólvora), contudo falhou na tentativa de se manter um cidadão privado, e, em 21 de Setembro foi eleito deputado. Fourcroy serviu ao governo com a fundação da École Polytechnique, em Paris (o chamado École Centrale des Travaux Publics quando abriu em 1794) e, novas escolas médicas em Paris, Estrasburgo, e Montpellier, que abriu em 1795. Fourcroy foi professor na École Polytechnique e na École Médecine até à sua morte. Em 1 de Setembro de 1794 foi eleito para o Comité de Segurança Pública, ficando envolvido na organização do fabrico de munições. Além disso, ajudou a preparar um plano ambicioso para a educação nacional, colocando meninos com idades entre onze a dezoito anos, nas Écoles centrales. Muita ciência estava a ser ensinada, mas poucos foram bem sucedidos, em grande parte devido à escassez de professores de ciências. Fourcroy também foi um dos fundadores do Institut National des Sciences et des Arts, que substituiu as antigas academias, tornou-se como membro logo após a sua abertura em 1795. Em 25 Dezembro de 1799, Napoleão nomeou-o para o Conselho de Estado, retomado o seu trabalho científico. A química animal era de grande interesse para Fourcroy e Vauquelin, examinando em conjunto muitos sólidos e líquidos, incluindo cérebro, muco nasal, humor, e bílis, tentando explicar a sua constituição química e função, de modo a encontrar medicamentos. Como conselheiro de Estado, contribuiu em grande parte na elaboração de um novo sistema educacional, das escolas primárias, e em 1802 Napoleão nomeou-o como director geral instrução pública. Ele alcançou um êxito considerável, e foi uma decepção, quando, em Março 1808, ele não foi o grande mestre da Universidade Imperial, devido apenas a questões religiosas. Durante 1809 ele esteve ocupado na elaboração da nova legislação mineral, e Napoleão estava destinado a nomeá-lo director geral das minas. Mas a sua saúde tinha começado a decair em 1808, morrendo em 1809, aos cinquenta e quatro anos de vida, antes da lei da mineralização ser aprovada.

Obras Publicadas

  • Leçons élémentaires d’histoire naturelle et de chimie (Paris, 1782)
  • Entomologia Parisiensis (Paris, 1785)
  • Principes de Chimie (Paris, 1787)
  • Philosophie Chimique (Panelas, 1792)
  • La médecine éclairée par les sciences physiques (Paris, 1791)
  • Systême des connaissances chimiques (Paris, 1801)

Bibliografia

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