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Introdução

O ópio é extraído da papoila da espécie Papaver Somniferum. É obtido através da realização de uma incisão numa cápsula de sementes verdes da papoila, de onde sai um líquido de aspecto leitoso que solidifica com facilidade (um látex parcialmente seco). Deriva da palavra grega “opion” que significa “sumo de uma planta”. É constituído por 12% de morfina, codeína, papaverina, tebaína e noscapina.

O ópio pode ser mascado ou fumado, provocando uma sensação de euforia seguida de sono. O uso repetido conduz à dependência química.

História

As papoilas que dão origem ao ópio são utilizadas desde o neolítico pelas suas propriedades alimentares, anestésicas e utilização em rituais. Os primeiros escritos que o mencionam são de Teofrasto e datam de III a.C. Nos impérios Sumério, Egípcio, Grego, Romano, Persa e Árabe a utilização de ópio era uma prática implementada contra a dor. De facto, era o mais potente analgésico conhecido. Esta substância encontra-se relatada em famosos textos médicos de Galeno, Avicenna e Dioscorides. Na idade média e Renascimento o ópio atinje um grande prestígio, pois é apenas controlado por elites restritas (“senhores” de Viena).

Só no sec. XVII passa a ser um produto conhecido no oriente, que fascinava os povos orientais (era um produto considerado mágico, vindo do ocidente). No séc XVIII o Ópio começa a ser popularizado não só como algo terapêutico mas também como uma substância de uso recreativo, chegando até a ser abusivo. As importações efectuadas pela China cresciam visivelmente, principalmente com origem em Inglaterra. Em troca exportavam chá, seda, porcelanas e outros materiais.

Apesar do surgimento de decretos a proibir o consumo desta droga (primeiro decreto data de 1800), estes raramente eram respeitados e a China continuava a importar grandes quantidades de ópio. Os esforços do imperador para eliminar o consumo e a importação da droga do território chinês levaram às guerras do ópio.

A primeira guerra do ópio data de 1839: O governo imperial chinês tenta deter a importação ilegal da droga e manda queimar, na cidade de Cantão, 20 mil caixas apreendidas de traficantes ingleses. O Reino Unido envia uma frota de guerra em 1840 e ocupa Xangai. Os chineses são derrotados, assinando o tratado de Nanquim.

Em 1856, o Reino Unido, ajudado por França, aproveita o incidente com um barco em Cantão para nova investida, iniciando a II Guerra do Ópio. Em 1860, britânicos e franceses ocupam Pequim. Derrotada, a China é obrigada a fazer novas concessões.

No final do séc XIX e XX, verificou-se por todo o mundo a implementação de políticas de proibição quanto à venda e consumo de ópio, pelo menos para fins lúdicos (sem prescrição médica). Realizaram-se inúmeras conferências para discutir este assunto entre países.

Gradualmente o ópio foi sendo substituído por outras substâncias com efeitos semelhantes, mas sem efeitos tóxicos e de dependência química tão acentuados. Este processo iniciou-se em 1817 quando Friedrich Wilhelm Adam Sertürner isolou a morfina a partir do ópio.

A morfina começou então a ser comercializada em 1827 por Heinrich Emanuel Merck, que ajudou assim a sua farmácia familiar a expandir-se, nascendo a companhia farmacêutica Merck.

A partir do séc XX, muitas outras investigações têm sido feitas em torno do ópio e outras drogas que causam depedência química (Por exemplo, em 1930 as empresas farmacêuticas Merck, Squibb e Malinckrodt integraram um programa de estudo sobre o vício da droga, com uma unidade específica para o estudo dos alcalóides derivados do ópio).

Bibliografia

http://www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=opio

http://en.wikipedia.org/wiki/Opium

Swann, John P., “Academic Scientists and the Pharmaceutical Industry”, Hardcover

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